Viajar de moto por todo Brasil

A incrível história do Fernando del debio que viajou o Brasil inteiro com sua moto.

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Sumário

Do Oiapóque ao Chuí de moto- Conhecendo o Brasil de moto

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Sabe aquelas histórias de motociclistas que você pára e pensa :

” Meu Deus, como é que eu não piloto uma moto” ?

Pois é assim que me sinto muitas vezes quando acesso o facebook do  Fernando Moreno Del Debbio, que é super amigo da ” enciclopédia” Tite Simões . A satisfação pessoal de fazer um balanço sobre a vida e se dar conta de que percorreu todos os Estados Brasileiros de moto deve ser indescritível.

Vamos à algumas dessas histórias de encher os olhos ?

O que você vai fazer no Oiapoque? Naquele fim de mundo?

Uma pergunta recorrente que, de fato, nem eu mesmo sabia responder… Mas tive vontade de ir.

Talvez um desejo de conhecer lugares diferentes, locais pouco visitadas por muitos, vontade de expandir meus horizontes e meus limites. Ou uma mera desculpa para viajar um pouco mais de moto, para aproveitar a oportunidade de colocar mais uma bandeirinha no baú da moto, pois poderia esticar até a Guiana Francesa. Outra divisa para cruzar.

Sei lá… Queria ir. Só isso.

Aprendi, ainda na época do vestibular, que o Brasil ia do Oiapoque ao Chuí. E essa informação voltou a latejar na minha mente desde que passei a viajar de moto.

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Conhecer onde o Brasil começa, ou termina, dependendo do ponto de vista.

Estive em muitos lugares de moto, mas o Oiapoque era longe demais, muito difícil de atingir. Achava que nunca chegaria aqui.

Nesta viagem completei meu álbum de figurinhas, pois já posso dizer que cruzei todos estados brasileiros de moto, inclusive o Distrito Federal. Só agora estive em Roraima e Amapá, os dois estados mais difíceis de chegar e que, por isso, parecia que nunca os visitaria.

Já estava quase me conformando com ficar com o álbum incompleto quando, do nada, resolvi planejar esta expedição.

E, então, depois de passar por Roraima, após a dramática passassem pela emblemática BR 319, e dias navegando pelo rio Amazonas, cá estava no Amapá.

E, estando no Amapá, me voltou à lembrança o tal do Oiapoque. Ali, “pertinho” de mim, como que me chamado… Vou, ou não vou? Pensei assim muitas vezes, com uma forte predominância da reposta negativa. Parecia uma loucura… Inclusive quando estava a caminho.

Mas, no final, depois de muitas pesquisas, disse para mim mesmo: – é agora ou nunca pois, com certeza, nunca mais virei de moto até aqui… Jamais estarei tão perto novamente.

E lá fiu eu.

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Uma viagem longa e difícil. Quase 600 quilômetros. Só o trecho de 116 km de terra, levei mais de 3 horas para percorrer. Uma estrada com piso esfarinhento, coberto de pequenas pedrinhas que faziam Lady Sybil II dançar o tempo todo, muitos buracos e várias valetas longitudinais, verdadeiras armadilhas que surgiram, como pontos cegos, depois das subidas ingremes. Dezenas de pontes de madeira, com suas tábuas lisas, polidas pelas rodas de carros e caminhões, com suas cabeceiras assoreadas, que as deixavam bem inseguras. A poeira levantada por cada veículo que cruzava comigo encobria totalmente a visão do caminho, exigindo paradas para esperar o pó assentar.

Um calor insano, de mais de 35 graus que a sombra das árvores, se de um lado o amenizavam, de outro lado, camuflavam as imperfeições do caminho.

Quantas vezes me perguntei o que estava fazendo ali… Em especial, quando lembrava que teria que voltar pelo mesmo caminho.

Mas a paisagem era linda e extasiante. Uma floresta exuberante com seus igarapés lindos e árvores enormes e frondosas, muitos tons de verde, tudo embalado ao som de pássaros.

No fim, valeu o esforço e a determinação. Posso dizer, agora, que conheço o Brasil de norte a sul, de leste a oeste. Do Oiapoque ao Chuí, bem assim, da Ponta de Seixas, extremo leste brasileiro, na Paraíba, até o Acre, que já posso confirmar que existe mesmo.

Cheguei ao Oiapoque esgotado, mas, feliz por haver superado, mais uma vez, meus limites e minhas forças.

Seguem algumas fotos deste trecho da viagem de moto

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E tem mais…  Aliás, cada post do Fernando é uma história que merece ser registrada a todos os motociclistas.

Cuidar da jaqueta e macacão de motociclista

Vamos acrescentar aqui uma dedicatória do Fernando ao Tite Simões.

Quando estava prestes a mandar meu livro para diagramação e impressão, eu dei os originais para o meu amigo Tite Simões ler.

No original, mencionando meus sedimentos sobre a viagem que deu origem ao livro, eu escrevi que tinha sido a “melhor viagem da minha vida”.

Então, o Tite sugerido que eu colocasse que tinha sido a melhor viagem da minha vida, “até então”.

Eu fiz o acréscimo, mesmo achando que não haveria outra melhor…

Realmente, tinha sido uma expedição maravilhosa…

Pois bem. Hoje concluo que ele estava certo…

Esta, a atual, com a passagem por Roraima, BR 319, Amapá, Oiapoque, Guianas, trechos de navio pelo rio Amazonas e tudo mais, é, essa sim, a melhor viagem da minha vida.

Ou, para não cometer o mesmo erro, a melhor viagem da minha vida, até então…

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E aí… gostou dessa história sobre Duas rodas ?  Deixe aqui sua opinião e conheça mais um pouco do nosso trabalho nos Ajustes e Restaurações de Jaquetas e macacões de motociclistas clicando aqui e vendo os vídeos abaixo :

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