Piloto Rubens Barrichello merece todo nosso respeito

RUBENS BARRICHELLO TEM MEU RESPEITO.

Ele já foi 2 vezes o 2º melhor piloto do mundo
Ele já foi 2 vezes o 3º melhor piloto do mundo
Ele já foi 2 vezes o 4º melhor piloto do mundo


A diferença de tempo média dele para o Schumacher em 2012, por exemplo, foi de 4,525 segundos em cada corrida.
Isso é 0,075 segundos por volta. Se vc acha muito, saiba que quando você pisca, o seu olho fica de 4 a 5 vezes mais tempo que isso fechado (0,3 a 0,4s), e nesse tempo vc não consegue perceber sequer que a sua vista escureceu…. imagine acompanhar o que os pilotos de Fórmula 1 estão fazendo…


Conseguiu isso espremido dentro de um carro extremamente desconfortável, que vai de 0-100 em menos de 2s, e em corridas onde chega-se a fazer mais de 2.000 trocas de marcha, e o piloto tem menos de 3 segundos entre cada troca. Em um carro que a 200km por hora precisa de apenas 2s para frear completamente.


É fácil fazer piadas dele, quando você está atrás do computador “se achando”, ou vc é um humorista atrás das câmeras querendo fama, fazendo piada do que muitos brasileiros acreditam ser uma chacota.
E aí eu te pergunto… Qual foi a última vez que você foi um dos melhores do mundo em alguma coisa? Ou um dos melhores do seu país, estado, cidade… do bairro, quem sabe? talvez da vizinhança? hehehehe…


Nunca né?

Achamos interessante essa postagem no Facebook e resolvemos relatar aqui.

Vamos ver o que diz o Wikipédia sobre o Rubinho Barrichello?

Rubens Barrichello

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Rubens Barrichello
BARRICHELLO Rubens-24x30-1999.jpg
Informações pessoais
Nome completo Rubens Gonçalves Barrichello
Apelido(s) Rubinho
Nacionalidade BrasilBrasileiro
Nascimento 23 de maio de 1972 (45 anos)
São PauloBrasil
Registros na Fórmula 1
Temporadas 19932011
Equipes 6 (JordanStewartFerrariHondaBrawn e Williams)
GPs disputados 323
Títulos 0
Vitórias 11
Pódios 68
Pontos 658
Pole positions 15
Primeiro GP GP da África do Sul de 1993
Último GP GP do Brasil de 2011
Registros na IndyCar Series
Temporadas 2012
Equipes KV Racing
Corridas 14
Títulos 0
Vitórias 0
Pódios 0
Pontos 289
Pole positions 0
Primeira corrida São Petersburgo, 2012
Última corrida Fontana, 2012
Registros nas 24 Horas de Le Mans
Edições 2017
Equipes Países Baixos Racing Team Nederland
Vitórias em classe(s) 0
Títulos
1990: Fórmula Opel
1991:Fórmula 3 Britânica
2014:Stock Car Brasil

 

Rubens Gonçalves Barrichello (São Paulo23 de maio de 1972) é um automobilistabrasileiro de Fórmula 1 que disputou de maneira ininterrupta o campeonato mundial entre os anos de 1993 e 2011, tendo se tornado o piloto mais experiente da história desta categoria.[1] Foi presidente da GPDA, a Grand Prix Drivers’ Association e representante dos pilotos de Fórmula 1.Barrichello guiou pela Scuderia Ferrari de 2000 a 2005, como companheiro de equipe de Michael Schumacher, desfrutando de um grande sucesso, sagrou-se vice-campeão em 2002 e 2004. A aposentadoria de Schumacher no final de 2006 fez de Barrichello o piloto mais experiente do grid e, no Grande Prêmio da Turquia de 2008, ele atingiu a marca de 257 largadas, tornando-se o piloto com maior número de corridas disputadas na Fórmula 1. Em 2010, no Grande Prêmio da Bélgica de 2010, atingiu a incrível marca de 300 GPs disputados.Após competir pela Brawn GP na temporada de 2009, ele foi confirmado para 2010 na equipe Williams, e teve seu contrato renovado para o campeonato seguinte. Em 2011, Rubens disputou sua 19.ª temporada, tornando-se o piloto com maior número de temporadas ininterruptas disputadas. Em 2012, após ser substituído na Williams por Bruno Senna,[2] Barrichello não encontrou oportunidade em outra equipe e, por essa razão, não disputou o campeonato. Com isso, ele correu na Fórmula Indy em 2012, e no fim do mesmo ano disputou 3 corridas na Stock Car Brasil.Em 2014, sagrou-se campeão da Stock Car Brasil.Em 2015, sagrou-se campeão Sul-Americano de Kart Rotax[3] e quarto colocado no Mundial dessa categoria, correndo ao lado dos mais jovens no mesmo nível de competitividade.[carece de fontes]

Carreira

Primeiros anos

Rubinho conquistou cinco títulos brasileiros de kart, sendo considerado imbatível na época. Fez um ano de F-Ford no Brasil (1989), tendo vencido a primeira etapa em Florianópolis, circuito de rua e com pista molhada. No ano seguinte, foi competir na Europa. Foi campeão da Fórmula Opel em seu ano de estreia, 1990, com seis vitórias, sete pole positions e sete voltas mais rápidas. No ano seguinte foi campeão da Fórmula 3 inglesa, pela equipe West Surrey Racing, derrotando David Coulthard. Aos dezenove anos foi então para a Fórmula 3000 na qual terminou em terceiro lugar na classificação geral.

Fórmula 1

1993-1996: Jordan

Barrichello pilotando sua Jordan em 1995.

Em 1993 iniciou sua carreira na Fórmula 1 pela Jordan. Neste ano, ele vence o evento Formula One Indoor Trophy. Em 1994conquista seu primeiro pódio no GP do Pacífico em Aida e a sua primeira pole position, no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. No mesmo ano conquistou a sexta colocação do campeonato a frente de uma Williams, uma Benetton e uma McLaren, alguns dos melhores carros da época, sempre lembrando que na Benetton e na Williams, houve revezamento no 2º carro da equipe. Assim nenhum piloto fez mais que dez corridas na vaga de segundo piloto dessas equipes.[4][4] Em 1995 conquistou seu melhor resultado até então, segundo lugar no GP do Canadá no circuito Gilles Villeneuve.

1997-1999: Stewart

Barrichello quando ainda corria pela Stewart, em 1997.

Em 1997, após uma difícil negociação com a Benneton, onde ele quase cogitou ir para a Fórmula IndyJackie Stewart, que acabara de fundar sua equipe – a Stewart -, chama Barrichello para ser o primeiro piloto e ajudar no desenvolvimento do carro. Logo de cara consegue alguns feitos, como um 3º lugar no grid do Grande Prêmio da Argentina, e um segundo lugar em Mônaco, além de algumas grandes corridas como na Áustria. Em 1998, um carro mal construído acabou lhe rendendo muita dor de cabeça e apenas um 5º lugar no Canadá como melhor resultado. Já no ano seguinte (1999), a história foi outra, com um carro excelente e um grande motor foram três terceiros lugares, em ÍmolaMagny-CoursNürburgring (1999). Uma pole position no GP da França (a segunda da sua carreira) e 23 voltas na liderança do Interlagos, quando abandonou com o motor estourado. Logo em seguida, recebeu proposta da McLaren, a qual ganhou mais espaço no meio automobilístico mas não durou muito tempo, pois aceitou a proposta milionária da concorrente.

2000-2005: Ferrari

Em 2000, é contratado para correr pela Ferrari. Lá foi duas vezes vice-campeão mundial e venceu nove Grandes Prêmios. Em 30 de julho de 2005 é anunciada sua contratação pela antiga equipe BAR (depois Honda F1) para dirigir um dos carros da equipe a partir da temporada de 2006.

Rubens quando ainda corria pela Ferrari, em 2005.

Embora quase sempre tenha demonstrado ser um piloto competente, pesou contra ele o fato de a torcida brasileira procurar um sucessor para Ayrton Senna, feito que Rubens não conseguiu atingir, pois, não chegou a fazer frente a pilotos como Michael Schumacher e Mika Häkkinen. Grande parte da expectativa criada pela possibilidade de ele ser campeão foi alimentada pela imprensa brasileira e pelo próprio piloto que sempre fala de “suas chances” de vitória.Em sua passagem de seis temporadas pela Ferrari, sempre viveu à sombra de Schumacher, o qual efetuou o maior domínio de um piloto na Fórmula 1. Rubens Barrichello conseguiu sagrar-se vice em dois Campeonatos Mundiais de F1, em 2002 e 2004. Em 2004, apesar de não ter obtido o título, fez pontos suficientes para ser campeão com folga em quase todas as edições anteriores da competição (tornou-se então o segundo maior pontuador em um único campeonato da história da Fórmula 1).

2006-2008: Honda

Rubens durante o GP da Malásia, em 2008.

Em 2006, Rubens passou por uma período de adaptação na equipe Honda tendo, no início da temporada, resultados inferiores aos de seu companheiro de equipe o britânico Jenson Button. No decorrer da temporada as performances dos pilotos acabaram por se igualar, com supremacia de um ou de outro, dependendo do circuito. Isso aconteceu até o GP dos Estados Unidos, quando Barrichello empatou com Button no campeonato, somando 16 pontos. Mas na segunda metade do campeonato, o inglês foi bem superior. Button venceu 1 corrida, conseguiu outro pódio e somou 40 pontos, enquanto o brasileiro somou apenas 14, ficando atrás por 56×30, em pontos, no campeonato.Porém, em 2007, a equipe japonesa não conseguiu criar um carro no nível das outras equipes da Fórmula 1 que tem orçamento anual semelhante ao seu. Button conseguiu marcar apenas 6 pontos e pela primeira vez na carreira, Barrichello não pontuou.Em 2008, a equipe Honda também não criou um carro competitivo, mas ainda assim foi (pouco) melhor do que o de 2007, permitindo que Rubens Barrichello pontuasse em três provas (GP de MônacoGP do Canadá e GP da Grã-Bretanha) e obtivesse pódio (3º lugar no GP da Grã-Bretanha), graças a uma estratégia bem sucedida executada durante a corrida, onde a equipe trocou os pneus intermediários por compostos de chuva forte, que eram os mais adequados às condições da pista. Barrichello conquistou 11 pontos e Button marcou apenas 3 pontos.

2009: Brawn GP

Rubens durante o GP da Espanha, em 2009.

Após muitas especulações de que a Honda já estava abandonando a categoria (devido à crise financeira mundial, que culminou também na saída das equipes da Toyota e BMW (esta em 2009), eis que Ross Brawn compra todos os direitos da antiga equipe de Fórmula 1, pelo valor simbólico de uma Libra. Então Barrichello, tido como piloto aposentado no final de 2008, foi confirmado em 2009, para correr novamente ao lado de Button, na Brawn GP, equipada com motores Mercedes. Em 12 de março de 2009, a bordo de seu Brawn GP, quebrou o recorde do circuito de Montemeló. Na sua primeira corrida pela Brawn GP, o Grande Prêmio da Austrália de 2009, terminou na segunda colocação,sendo seu companheiro Jenson Button o vencedor da etapa. Já na segunda prova deste ano, Barrichello, com a prova terminada a 24 voltas do final, acabou ficando na quinta posição, ganhando apenas metade dos pontos que ganharia se a corrida tivesse terminado sem problemas, ou seja: ganhou apenas 2 pontos.No Grande Prêmio da Europa de 2009, disputado em 23 de agosto de 2009 em Valência, na Espanha, Rubens conquista sua primeira vitória na temporada, a décima na carreira e a centésima de pilotos brasileiros na principal categoria do automobilismo mundial.[5] Em 13 de setembro, consegue a segunda vitória em 2009, no Grande Prêmio da Itália, disputado no autódromo de Monza.[6] Já em 17 de outubro, consegue fazer a pole position em casa, no GP do Brasil. Com o feito, Rubens faz a sua primeira pole do ano e a primeira em cinco anos, desde o GP do Brasil de 2004.Ao final do GP do Brasil, na oitava posição, Rubens não conseguiu impedir que Jenson Button conquistasse o título da temporada e levar a decisão para o Grande Prêmio de Abu Dhabi. E no GP de Abu Dhabi, o último da temporada de 2009, viu o alemão Sebastian Vettel conquistar o vice-campeonato ao chegar apenas na quarta posição, enquanto o alemão venceu a corrida. Barrichelo terminou o campeonato com a terceira colocação e 77 pontos somados.

2010-2011: Williams

Rubens durante o GP da Austrália, em 2010.

Em 2 de outubro de 2009 a equipe Williams confirmou a contratação do piloto para a temporada de 2010 com opção também para 2011.[7][8]Sua estreia pela nova equipe foi no Grande Prêmio do Bahrein de 2010, disputado em 14 de março, terminando a corrida na décima posição.Barrichello foi bastante elogiado no início da temporada, pelo diretor técnico Sam Michael, pela ajuda que estaria dando no desenvolvimento do carro.[9] Seus melhores resultados na primeira metade da temporada foram um quarto lugar no GP da Europa, em Valência, e um quinto lugar no GP da Grã-Bretanha, em Silverstone.Em 11 de novembro de 2010, foi confirmada sua renovação de contrato com a Williams, para a temporada 2011.[10]No dia 11 de janeiro, Rubens foi o escolhido pela equipe para estrear o novo modelo, FW33, no primeiro dia de testes da pré-temporada realizados em Valência, a partir de Fevereiro.[11]Em resumo, a equipe pagou caro pela ousadia no carro, com a estreia do câmbio miniaturizado, além de terem alguns problemas de projeto, não encontraram um caminho para o carro, sem entender seu funcionamento, acabou tendo uma das piores temporadas de sua história. Ao fim do ano, a equipe somou apenas 5 pontos, sendo 4 deles conquistado por Barrichello.[12]

Fórmula Indy

No dia 30 de janeiro de 2012, o brasileiro participou de testes pela equipe KV Racing da Fórmula Indy, onde corre Tony Kanaan, seu amigo pessoal.[13] No dia 1 de março, durante entrevista coletiva de imprensa em São Paulo, foi anunciado oficialmente seu ingresso na categoria.[14]A estreia aconteceu no dia 25 de março, no Grande Prêmio de São Petersburg, na Flórida. Barrichello terminou a corrida em 17.º lugar.[15][16]

Rubens nas 500 Milhas de Kart da Granja Viana, em 2009.

Na etapa seguinte, no Grande Prêmio do Alabama, após largar em na 14ª colocação, Barrichello conseguiu se recuperar, terminando a corrida em 8º.[17]Na etapa de Long Beach, Barrichello largou em 22.º lugar após punição de dez lugares imposta a todos os carros com motores da Chevrolet, trocados antes da milhagem permitida. Com um bom desempenho, chegou a ocupar a quarta colocação, mas foi obrigado a parar para reabastecer quando faltavam sete voltas para o final. Na ultima volta, ocupava a sétima colocação quando foi atingido por Helio Castroneves, terminando a classificação em 9º.[18]No dia 7 de maio Barrichello pilotou pela primeira vez em um circuito oval durante testes realizados no circuito Texas Motor Speedway, em Fort Worth.[19] No dia 10, participou de testes realizados no circuito oval de Indianápolis, dedicados aos estreantes da categoria.[20]

Stock Car Brasil

Em 24 de setembro de 2012 Barrichello confirmou a sua participação na última etapa da temporada da Stock Car Brasil de 2012, a convite da equipe Medley/Full Time.[21] Durante os primeiros testes realizados no dia 15 de outubro, foi divulgado que sua estreia na categoria seria antecipada para a segunda etapa de Curitiba.[22] Após largar em 15º lugar no grid, Barrichello sofreu com a confusão na largada e um pneu furado, terminando a corrida em 22º lugar.[23]Em 27 de dezembro de 2012 Rubinho confirmou o acerto para a temporada da Stock Car Brasil de 2013, com a equipe Medley/Full Time.[24]

Rubens Barrichello em 2014, esperando o começo da etapa da Stock Car no Velopark.

Em 2013, Barrichello conquistou o primeiro pódio na categoria ao chegar em segundo lugar na etapa de Salvador.[25] Confirmando sua ascendência na categoria, Barrichello largou da 7.ª posição na conturbada etapa de Brasília, realizou ultrapassagens e chegando na 4.ª posição, arrancando elogios do diretor técnico da Medley/Full Time, Mauricio Ferreira.[25]Em 2014 Barrichello conquistou a primeira vitória na categoria ao vencer a “Corrida do Milhão“, disputada em Goiânia – GO.[26]Em 30 de novembro, aos 42 anos de idade, sagrou-se campeão ao chegar em terceiro lugar na última corrida da temporada, disputada no autódromo de Curitiba.[27]Em janeiro de 2015, terminou em segundo na “Florida Winter Tour”, um dos mais badalados torneios de kart dos Estados Unidos (atrás do tcheco Patrik Hajek).[28]

Estatísticas na F1

Rubens Barrichello chegou ao GP do Brasil de 2011 sendo o piloto com maior participação em grandes prêmios: 326, com 322 largadas (contra 306 de Schumacher e 256 de Patrese). Outras marcas destacam o desempenho do piloto:[29]

  • 209 provas concluídas na zona de pontuação;
  • 68 pódios (sendo o 8° piloto a subir mais vezes ao pódio da Fórmula 1);

Conquistas

Prêmios

  • Melhor Novato Indy-500 2012 (2012)
  • 8 vezes vencedor do Capacete de Ouro: 1999, 2000, 2001, 2002, 2004, 2005, 2007, 2009 e 2014
  • Piloto Brasileiro da Década: 2007

Títulos

  • Campeão Sul-americano de Kart (2015)
  • Stock Car Brasil (2014)
  • Fórmula Opel (1990)
  • Fórmula 3 Inglesa (1991)
  • 500 Milhas da Granja Viana (1998200020012002200420052007 e 2008)
  • Pentacampeão Brasileiro de Kart
  • Pentacampeão Paulista de Kart
  • Vencedor do Desafio das Estrelas de Kart (2008)

 

Agora a Enciclopédia da carreira do Rubinho Barrichello

 

Fonte  http://www.enciclopediaf1.com.br/pilotos/rubens-barrichello

 

História

Apontado como um dos melhores pilotos da Fórmula1, especialmente em pista molhada, Rubens Barrichello nunca teve o reconhecimento e o respeito do Brasil e dos brasileiros. Ao contrário, foi sempre alvo de chacotas e piadas. E isso aconteceu primeiro porque começou em equipes incapazes de lhe proporcionar condições de sonhar com bons resultados; depois porque frustrou a esperança brasileira de se tornar o sucessor de Ayrton Senna e, finalmente, porque aceitou ser apenas um coadjuvante de Michael Schumacher quando foi para uma equipe de ponta, a Ferrari.

Mas, queiram os brasileiros ou não, Rubens Barrichello deixa seu nome inscrito para sempre na história da Fórmula 1. Não só pelas vitórias, pódios e poles, mas também, e principalmente pelos GPs nos quais alinhou seu carro no grid de largada. No dia 11 de maio de 2008, no GP da Turquia, com 257 largadas, quebrou o recorde de 256 corridas na Fórmula 1, em poder de Ricardo Patrese, desde 1993. E, em 2011, estabeleceu marca que certamente prevalecerá por muitos anos na Fórmula 1: participou de 326 GPs, com 322 largadas.

Desde muito cedo já se sabia que Rubens Barrichello, um dia, chegaria à Fórmula 1. Ele surgiu no kart aos nove anos, em 1981, quando o Brasil vivia a euforia do primeiro título mundial de Nelson Piquet. Depois vieram mais dois, em 1983 e 1987, e o primeiro de Senna, em 88. Nesse período Rubinho conquistou cinco vezes o título brasileiro de kart e incontáveis campeonatos paulistas e regionais. Era uma época em que as conquistas da F-1 faziam o público olhar com curiosidade para a molecada que vinha surgindo, acreditando na idéia geral de que o Brasil era um celeiro inesgotável de grandes talentos. Nesse ambiente Barrichello foi crescendo, com o apoio decisivo de um patrocinador que aceitou um contrato de risco: bancar sua carreira até a F-1, para então lucrar com o investimento. A empresa era a Arisco, com quem Barrichello rompeu o contrato no final de 94.

Rubinho nasceu em São Paulo no dia 23 de maio de 1972. Passou a infância escutando o barulho de carros no autódromo de Interlagos. Aos quatro anos, subia no muro da casa da avó Isaura, localizada ao lado da reta oposta de Interlagos, para observar os carros de corrida. Aos seis anos entrou pela primeira vez no autódromo, com um kartinho de 50 cm3, presente do avô materno. E quando chegou ao kart ganhou também um rival: Christian Fittipaldi, que também estava começando a carreira e carregava o terrível estigma de não andar nada e só ter sobrenome. Os dois protagonizaram belos duelos no acanhado kartodromo de Interlagos. Em 81, participou pela primeira vez de uma corrida. Era tão pequeno, apenas 1,15 m de altura, que mal alcançava os pedais do kart. Mas na estréia classificou-se em terceiro lugar e, para surpresa de todos, no final da temporada foi o vice-campeão paulista. Três anos depois foi campeão de 125 cm3.

A princípio, a família temia ver Rubinho, então com nove anos, andando a mais de 100 km/h nas pistas. Mas os bons resultados e o talento do garoto se encarregaram de mudar a situação. Rubinho começou a estimular a família a trocar o comércio de material de construção pelos lucrativos negócios que sua atividade proporcionaria. E a família inteira mergulhou junto com o filho: Rubens, o pai, passou a ser o chefe da equipe, a mãe, dona Edely, cronometrista oficial, e a irmã Renata, na época com quatro anos, torcia pelo Rubinho. Com seis anos de carreira ele já era tricampeão brasileiro e paulista da modalidade e, das 81 corridas das quais havia participado, só não marcou ponto em quatro ocasiões e colecionou com 80 troféus. A família sempre festejou todas as vitórias, especialmente em 86, quando Rubinho ganhou os títulos brasileiro e paulista e venceu oito das 11 participações. Foram vitórias em sua estréia na categoria A, a principal do kart nacional.

Com 14 anos desembarcou na Colômbia para participar de sua primeira competição internacional, o XI Campeonato Sul-Americano de Kart. Foi recebido com descrença e ironia pelos seus adversários. Afinal, ele enfrentaria mais de 50 corredores de nove países com um ultrapassado Kart Mini, de fabricação nacional. Com uma atuação perfeita, venceu a final da categoria 125 cm3 e conquistou o título de campeão sul-americano. Em 88 Rubinho dominou totalmente os dois campeonatos disputados no ano na Fórmula Kart, categoria A. Das 16 corridas, ele venceu 13. Além de dedicado e talentoso, o piloto também contava com um excelente esquema de apoio comandado por seu pai. Já se somavam quatro títulos paulistas, cinco brasileiros, um sul-americano (Colômbia) e a nona classificação no mundial, em 87, em Laval, França, onde contou com a ajuda de Ayrton Senna para correr com Kart DAP de Milão. Rubinho esperava com ansiedade completar 17 anos para encerrar sua fase de piloto de kart e ingressar nos desafios de uma categoria Fórmula.

 

Enquanto o tempo passava, cumpria impacientemente um acordo informal com seu pai: concluir o colegial no Externato Elvira Brandão, na Granja Julieta, em São Paulo, e seus estudos na Cultura Inglesa. Rubinho foi correr de carro pela primeira vez em 89, aos 16 anos, na F-Ford brasileira. Terminou o campeonato em quarto lugar, mas contou com uma boa assessoria para colocá-lo na F-Opel em 90 na melhor equipe da época, a italiana Draco. Em 1991, fazendo várias preliminares de F-1, Barrichello ganhou o Campeonato Europeu. A conquista aconteceu um dia antes do GP da Espanha, em Jerez, e naquele dia mesmo a Benetton quis conhecer o menino. Era cedo, porém, para dar o passo maior do que as pernas.

Corretamente, Rubinho subiu o degrau imediatamente acima, mudou-se para a Inglaterra, assinou com a West Surrey e foi disputar o Campeonato Inglês de Fórmula 3, conquistando o título. Durante o campeonato, no circuito italiano de Pergusa, levou um grande susto: ficou sem freios e bateu em um guincho que rebocava outros carros. Não havia médico no autódromo e ele foi conduzido ao Hospital Penitenciário da Cidade. Durante o percurso, a ambulância também sofreu um acidente. Rubinho relembra a situação com bom humor, “bati na pista, senti um medo danado, tive outro acidente na estrada e, se não bastasse, acabei medicado na cadeia”.

Campeão da Fórmula 3, a etapa seguinte seria a F-3.000, e lá foi Barrichello correr pela Il Barone Rampante, uma equipe italiana, em 1992. A essa altura, Christian já tinha passado, e bem, pela F-3.000, ganhando o título de 1991. Rubinho não via a hora de alcançar o antigo rival, que já estreava na F-1 em 1992, pela Minardi. Sua temporada na F-3.000 não foi das mais brilhantes, mas ele ainda conseguiu o terceiro lugar. Com o forte apoio da Arisco não seria difícil arranjar uma vaga na F-1. O complicado mesmo era escolher a equipe certa. Isso aconteceu e em 1993 Rubinho estreou na F-1 pela Jordan, um time médio em ascensão, feito sob medida para pilotos jovens como ele.

Aos 20 anos e alguns meses de vida, Barrichello largou pela primeira vez num GP em Kyalami, África do Sul, no dia 14 de março de 1993. E foi batizado, literalmente, com fogo: no treino, uma mangueira solta no motor provocou um incêndio, controlado nos boxes. Dar algumas voltas atrás da McLaren de Senna foi uma tática de Rubinho. Ele admitiu que aprendeu muito com essa manobra. “Seguir o Ayrton é uma aula valiosa”, garantiu após os treinos. Nelson Piquet enviou-lhe, via fax, uma mensagem de apoio: “Aqui de Brasília não vai faltar torcida. Aí na pista, talento também não”. Foi uma corrida invejável por se tratar de uma estréia. Enquanto esteve na pista, Rubinho subiu sempre de posição. Largou em 14º e, ao parar por uma quebra no câmbio na 32ª volta, estava na sétima posição, sem ter cometido um único erro, e à frente de Christian Fittipaldi. Para o projetista Gary Anderson, da Jordan, o piloto dirigiu como um veterano. O segundo GP da temporada, o do Brasil em Interlagos, foi uma decepção para Rubinho, pois seu carro quebrou na 17ª volta. Mas na corrida seguinte, em Donington, deu um espetáculo inesquecível debaixo de chuva. “Foi uma experiência fantástica. Larguei em 12º e cumpri a melhor primeira volta de minha vida. Debaixo daquele dilúvio, ultrapassei Hill, Schumacher, Alesi… Só fiquei atrás do Senna”, lembrava depois Rubinho. O sonho acabou por falta de gasolina quando, depois de ficar em segundo e terceiro, ele estava a quatro voltas do segundo lugar do pódio. “Pronto, mais um!”, exclamou a mídia internacional. “Esse Brasil não se cansa de fazer pilotos”, resignaram-se os jornalistas.

Em Barcelona, seu carro teve uma roda dianteira danificada e também acabou perdendo o bico. Por pouco teria marcado um ponto, porque Berger, que chegou em sexto, estava atrás. Em Monte Carlo, dia 23 de maio, Rubinho e Rubão, o pai, comemoraram o aniversário deles _com direito a festa no reservado da Jordan. A corrida, segundo Rubinho, valeu pela experiência, pois sentiu fadiga nas 20 primeiras voltas, além do desgaste dos pneus. Chegou em nono lugar. Conforme avaliação do próprio piloto, sua melhor corrida da temporada foi em Magny-Cours. Saiu em oitavo lugar no grid porque tirou tudo de si e do carro. Largou bem e ultrapassou o Alesi, mas um problema de freios persistiu até o fim, o que o impediu de chegar em sexto lugar. No GP da Hungria, largou em oitavo lugar, mas Aguri Suzuki jogou-o para fora da pista. Em Suzuka, Rubinho alcançou seus primeiros dois pontos. A Jordan fez uma grande festa porque, além de seu quinto lugar, Irvine chegou em sexto e a equipe marcou três pontos, classificando-se em décimo no Mundial de Construtores. Com essa colocação o transporte dos carros passa a ser bancado pela FIA. “Quem está de fora não imagina o quanto a gente briga, luta, por um décimo ou milésimo de segundo”, disse Rubinho.

Em sua avaliação, Rubinho considera que a temporada foi um marco em sua carreira. Faltou-lhe um equipamento competitivo, mas sobrou muita coragem, motivação e atrevimento para enfrentar nomes consagrados. O balanço foi positivo, pois fechou a temporada reconhecido pelos chefões de equipes e cortejado por Benetton e McLaren.

Barrichello encerrou o campeonato de 1993 na sexta colocação entre os pilotos, com 19 pontos _nove mais do que pretendia antes do Mundial. Além de quinto em Aida, foi quarto no Brasil, Inglaterra, Itália, Portugal e Austrália. No meio do ano já era sondado pelas quatro maiores equipes para a temporada seguinte. A Williams queria um substituto para Senna; a Ferrari e a McLaren também disputavam seu passe. Os Barrichello perderam horas em propostas e contrapropostas. Advogados foram contratados, amigos consultados, tudo valeu na inexperiência da família para evitar um passo errado na carreira do piloto que vinha tão bem. No fim, foi ótimo para Rubinho continuar na Jordan. A equipe recebeu uma injeção de US$ 25 milhões, pagos pela Mercedes-Benz à Peugeot, que passou a fornecer os motores do time. O carro foi desenhado por Gary Anderson e Steve Nichols. Os motores idem.

A temporada de 1994 começou muito melhor, com um belo quarto lugar em Interlagos, diante de seu público. Na corrida seguinte, em Aida, o primeiro pódio com a terceira colocação. A vida parecia um paraíso para Rubinho.

 

 

Mas veio Imola, o acidente nos treinos, a morte de Senna e um profundo abalo na vida de Barrichello. Com a responsabilidade de se tornar sucessor de Ayrton _nunca assumida, mas implícita em várias atitudes_ Rubinho entrou num declínio que só foi superado com uma inesperada pole position no GP da Bélgica, em Spa. Esperto, ele arriscou fazer sua volta rápida com pneus lisos em pista úmida no fim do treino de sexta-feira e mordeu a primeira posição no grid provisório. Jean Alesi e Michael Schumacher, que tentaram a mesma coisa logo depois, rodaram e fracassaram. No sábado, desabou um toró implacável e Rubinho largou na pole pela primeira vez em sua vida.

A melhora do desempenho a partir da Bélgica voltou a despertar o interesse de algumas equipes grandes e Barrichello chegou a assinar com a McLaren. Arrependeu-se depois e voltou atrás, rasgando o contrato e se queimando com Ron Dennis. Seu “staff” considerou o compromisso draconiano e não tinha sequer certeza se Rubinho seria piloto titular do time em 1995, ou se seria encostado como piloto de testes. Como a Jordan assinou um contrato com a Peugeot, a assessoria do piloto achou melhor ficar onde estava e mudar no final da temporada. Certamente Rubinho estaria escorado num resultado ainda melhor e poderia negociar com as equipes grandes em outros termos.

Isso não ocorreu em 1995. Barrichello pintou as cores de Senna no capacete , em Interlagos, e incorporou a missão de suceder o tricampeão mundial. Porém, com Eddie Irvine andando mais rápido em todos os treinos, Rubinho não conseguiu cumprir esse papel. Abatido, colecionou maus resultados até a sexta etapa do campeonato, quando terminou o GP do Canadá em segundo, subindo ao pódio pela segunda vez na carreira.

As coisas melhoraram durante algum tempo, mas voltaram a ficar tensas a partir do final de julho, quando começaram as especulações sobre sua saída da Jordan. Falou-se muito no interesse da Benetton e da Ferrari, mas Rubinho foi atropelado pelos fatos e, a contragosto, teve que renovar com a Jordan. Foi uma decepção para o público brasileiro, que acreditou nas chances de vê-lo numa equipe grande e teve que se contentar com um time médio.

Ao final da temporada Barrichello tinha apenas 11 pontos e uma 11ª colocação no Mundial. Além disso encerrou o ano com a auto-estima arranhada pelo fato de a Ferrari ter pago US$ 5 milhões para comprar o passe de seu companheiro Irvine, quando poderia tê-lo pego de graça. “Eu que não quis ir”, dizia Rubinho, a quem quisesse ouvir. “Não aceito a posição de segundo piloto. Se tiver que correr em alguma equipe, quero igualdade de condições.”

Quando disse isso, poucos acreditariam que um dia ele, de fato, fosse chegar à Ferrari em, digamos, uma “quase” igualdade de condições com Schumacher. Mas, antes disso, seu aprendizado continuaria sendo longo e, quase sempre, doloroso.

Em 1996, Rubinho teve um único momento de brilho, no treino de classificação para o GP do Brasil, abocanhando um lugar na primeira fila. Foi só. Na corrida, errou e saiu da prova quando disputava posição com Michael Schumacher. No resto do ano, apesar de pontuar em sete das 16 corridas, não subiu nenhuma vez ao pódio. Terminou o campeonato em oitavo lugar, com 14 pontos.

Na temporada seguinte, Rubinho assinou com a estreante Stewart e rompeu com seu manager de longa data, Geraldo Rodrigues. “Às vezes é preciso dar um passo para trás para conseguir dar dois para frente”, disse na época. O tempo lhe daria razão. Como em qualquer equipe nova, as perspectivas da Stewart eram praticamente nulas, mas o brasileiro deixou ótima impressão em duas ocasiões: o segundo lugar no GP de Mônaco, na quinta prova da equipe; e o terceiro lugar no grid de largada do GP do Canadá.

Essas atuações lhe renderam a admiração do patrão Jackie Stewart e a partir dali, a amizade entre os dois se fortaleceu, o que seria fundamental no processo de amadurecimento do piloto.

O ano de 1998 seria de muita dor-de-cabeça com as incontáveis quebras do motor Ford. Conseguiu quatro pontos, decorrentes de dois quintos lugares, na Espanha e no Canadá. Nos treinos, quase sempre se classificou do meio para trás. Sua melhor chance no ano, no GP da Áustria, quando largou em quinto, acabou após oito voltas por um problema no freio, culpa de um mecânico descuidado que apertou mal um parafuso.

Quando poucos apostavam no renascimento do piloto, Rubinho surpreendeu, fazendo a melhor temporada de sua carreira. Um bom projeto de Gary Anderson (que já havia trabalhado com o brasileiro na Jordan) e um inspirado motor da Ford garantiram ao piloto o carro mais competitivo que teve na F-1. Barrichello correspondeu, andando constantemente entre os seis primeiros e chegando perto até de algumas vitórias.

Na Austrália, se classificou em quarto no grid, mas o motor quebrou antes do sinal verde e ele teve de sair dos boxes com o carro reserva. Ainda assim deu show e terminou em quinto. No Brasil, liderou 23 voltas para delírio do público recorde em Interlagos. Teria presença garantida no pódio se o motor não quebrasse. Tudo bem, Rubinho desceu do carro e tirou do bolso uma bandeira do Brasil para acenar às arquibancadas. Sabia que finalmente tinha feito uma apresentação convincente diante de sua torcida, o que não acontecia desde 94, quando ficou em quarto lugar.

 

Rubinho chegaria ao pódio em San Marino (um resultado dedicado ao ídolo Ayrton Senna) e repetiria a dose nos GPs da França e da Europa. Em Magny-Cours, aproveitou um treino chuvoso para cravar a segunda pole da carreira, em condições muito semelhantes às que encontrou na Bélgica-94. Também teve um bom momento no GP da Itália, quando chegou em quarto após segurar a McLaren de David Coulthard por várias voltas. A esta altura, Rubinho já estava de contrato assinado com a Ferrari e foi recebido calorosamente pela torcida italiana. Terminou o ano com 21 pontos, sétimo colocado no campeonato.

No primeiro ano na Ferrari, Barrichello não chegou a ser o piloto “1B”, como pretendia. Ficou claro, desde o princípio que seria apenas um coadjuvante de Michael Schumacher, de fato o “nº. 1”.  A estréia na Ferrari foi animadora. Ele fez dobradinha com Schumacher e a melhor volta da corrida na Austrália. No Brasil, onde a expectativa pela sua primeira corrida pela Ferrari era enorme, teve de abandonar na 27ª volta, frustrando toda a torcida de Interlagos.

Na Espanha, foi protagonista do momento mais emocionante da corrida, quando ultrapassou, num só bote, Ralf e Michael Schumacher, que brigavam pelo terceiro lugar. No Canadá, liderou a prova por 10 voltas, mas perdeu a posição ao ter que fazer uma parada não prevista, duas voltas depois do pit stop, para colocação de pneus de chuva. A equipe não estava preparada, com os pneus no lugar. Ele perdeu muito tempo e foi ultrapassado por Schumacher. No final, disse que teria condições de ultrapassar Schumacher, mas não o fez obedecendo a uma ordem da equipe para que ambos mantivessem as posições.

Foi em 2000, também, que cresceu a fama de “pé frio” de Rubinho. Na Inglaterra, onde fez a pole, teve de abandonar, por problemas hidráulicos no carro.  Na França, foi prejudicado nos pits stops e perdeu a chance de conseguir o segundo lugar. O primeiro foi muito lento e no segundo houve um problema na colocação do pneu dianteiro direito e ele perdeu mais de 10 segundos, ficando sem chance de alcançar Mika Hakkinen. Terminou em terceiro, subindo ao pódio pela quarta vez em cinco corridas.

A melhor corrida Barrichello na Fórmula 1 aconteceu na Alemanha, no circuito de Hockenheim, onde obteve a primeira vitória, depois de sete anos de carreira e 124 GPs disputados. Foi uma vitória tão sensacional quanto inesperada. Na véspera, o seu carro teve problema elétrico e parou logo no início do treino de classificação. Como o carro reserva estava sendo usado por Schumacher, ele teve de esperar consertarem o carro do alemão, para tentar a classificação. Só conseguiu ir para a pista nos últimos momentos do treino e faltavam apenas 3 minutos para o final quando ele conseguiu fazer tempo e garantir um lugar no grid. Saiu na 18ª posição, sem nenhuma esperança de um bom resultado. Na corrida, porém, surpreendeu. Nas primeiras cinco voltas já era o 5º colocado. E na 15ª estava em terceiro lugar. A invasão da pista por um espectador, que protestava contra a Mercedes Benz, foi decisiva para sua vitória. Aproveitou a entrada do safety-car para se aproximar dos dois ponteiros. E no final, tomou uma decisão arrojada e surpreendente.

Enquanto os rivais da McLaren iam para o boxe trocar os pneus para enfrentar a chuva, ele preferiu continuar na pista com os pneus sliks. E com eles, guiando com muita competência e segurança, cruzou a linha de chegada. Foi a vitória mais comemorada da Formula 1 em muitos anos. Toda a equipe da Ferrari foi para a mureta para recebê-lo. O primeiro abraço, antes de sair do carro, foi de Michael Schumacher. Depois, foi festejado por mecânicos e pilotos de quase todas as outras equipes e recebeu um abraço apertado de Jean Todt. No pódio, chorou, deu sambadinha, agitou a bandeira do Brasil e foi erguido nos ombros por Mika Hakkinen e David Coulthard. Na entrevista coletiva, ofereceu sua vitória a Ayrton Senna, a seu pai, sua mulher Silvana, ao avô, à família e a todos os brasileiros que o apoiaram quando ele era alvo de piadas e brincadeiras. Essa vitória foi, sem dúvida, importante para garantir a quarta colocação no final do campeonato, atrás de Schumacher e das Mclaren.

Na temporada de 2001, Barrichello começou com um terceiro lugar na Austrália e um segundo na Malásia, mas a má sorte voltou a ser sua companheira no Brasil.  O desconforto começou no treino de classificação, quando, para frustração da torcida, ele não conseguiu mais do que a sexta posição. Mas o pior ainda estaria por vir. No dia da corrida, seu carro quebrou na saída do box para  o grid. Ele teve que voltar correndo para pegar o carro reserva, que estava ajustado para Schumacher e não teve tempo de se adaptar aos novos ajustes, feitos às pressas. Na terceira volta, na Descida do Lago, tocou a traseira de Ralf Schumacher, da Williams, e teve de abandonar.

Na Áustria, as rusgas entre Rubinho e a Ferrari ficaram expostas. O brasileiro não escondeu que a Ferrari o obrigou a fazer jogo de equipe, cedendo o 2º lugar a Schumacher. Depois do GP da Hungria, onde Michael Schumacher garantiu o título de campeão, a Ferrari passou a trabalhar para que Rubinho fosse o vice-campeão. Ele quase chegou lá, mas acabou não conseguindo mais do que o terceiro lugar. Em Monza, foi, de novo, prejudicado pela equipe, que demorou demais no reabastecimento, e em Indianápolis o motor quebrou quando ele estava prestes a alcançar o primeiro lugar.

A temporada de 2002 começou com uma pole em Melbourne, mas um carambolada provocada por Ralf Schumacher logo na primeira curva o tirou da corrida, juntamente com vários outros pilotos. Na Áustria, outra vez, para obedecer ordens de Jean Todt, chefe da equipe, Rubinho teve de dar passagem a Michael Schumacher, numa corrida que ele venceria facilmente. A manobra foi tão escandalosa que constrangeu Schumacher.  Embaraçado, o piloto alemão puxou Barrichello para o posto mais alto do pódio e passou a ele o troféu da vitória.  Para compensar, a Ferrari anunciou logo depois a renovação do contrato de Rubinho por mais dois anos. Durante o ano, Barrichello venceu em Monza, Budapeste e Nurburgring, mas a vitória mais sensacional foi em Indianápolis, onde, também por ordem dos boxes, ele e Schumacher cruzaram a linha de chegada com diferença mínima, mas, desta vez, com o brasileiro na frente. No final, Barrichello ficou com o vice-campeonato, com 77 pontos, atrás de Michael Schumacher, com 144, e à frente de Juan Pablo Montoya, com 50. O brasileiro obteve quatro vitórias, cinco segundos lugares, um terceiro e um quarto.

Em 2003, Barrichello ganhou duas corridas com grande atuação (em Silverstone e Suzuki), mas teve desempenho apagado na maior parte do campeonato. Na verdade, uma grande parcela de responsabilidade por essa performance pode ser debitada à Ferrari, que voltou a ter um comportamento estranho em relação ao brasileiro. No GP do Brasil, em Interlagos, Barrichello foi pole position e perdeu posições já na primeira volta, porque, com a pista pouco molhada, optou por pneus intermediários.  Quando a pista secou e houve troca de pneus, o brasileiro fez várias ultrapassagens e levantou a torcida em Interlagos. Mas, de repente, na volta 47, quando liderava a prova e já tinha feito a volta mais rápida (1m22s032), o carro parou na pista. Ele saiu, sentou à beira do asfalto e dizem que chorou. Por imprevidência ou incompetência da equipe, tinha ficado sem gasolina. Uma pane seca, coisa inconcebível na F1.

Apenas 16 dias depois, em Ímola, mais uma trapalhada da equipe da Ferrari prejudicou Barrichello. O tempo perdido no último pit stop o impediu de passar por Kimi Raikkonen e fazer a dobradinha com Michael Schumacher no GP de San Marino.

Mas o pior da Ferrari, que pouco antes havia anunciado a renovação de contrato de toda a equipe, menos a de Barrichello, ainda estaria por vir. E aconteceu no GP da Hungria, no dia 24 de agosto. O brasileiro ia veloz pela reta de Hungaroring e, de repente, uma roda se soltou e o carro, descontrolado, foi direto contra a barreira de pneus. Por sorte, o piloto nada sofreu. No dia seguinte, a Ferrari divulgou comunicado dando a entender que o culpado pelo acidente teria sido o próprio piloto. A nota oficial dizia que a suspensão se rompeu porque, pressionado pelo carro que vinha atrás, nas voltas 6 e 7, Barrichello teria “agredido” a zebra duas vezes “num ângulo pouco comum”. O impacto teria provocado pressão excessiva sobre a suspensão e causado a quebra na 20ª volta. A explicação não convenceu ninguém ligado à F1, pois todos estão acostumados a ver imagens da suspensão dos carros passando sobre zebras, sem nenhuma conseqüência, pois ela é feita para resistir a esses impactos, e também os laterais e frontais, com grande margem de segurança.

Mas a temporada de 2003 também teve bons momentos para Rubens Barrichello. Um deles foi na vitória em Silverstone, no dia 20 de julho. Para ganhar o GP da Inglaterra, ele fez seis ultrapassagens, três delas dignas da antologia da F1. A primeira ultrapassagem foi sobre Kimi Raikkonen, na 10ª volta, quando o brasileiro tentava recuperar duas posições perdidas na largada. Na curva Abbey, Barrichello, segundo ele mesmo descreveu, colocou a Ferrari por fora na freada, porque sabia que ficaria por dentro na perna seguinte, à direita. Os dois carros ficaram emparelhados nas duas pernas da curva, mas o brasileiro acabou na frente na saída da segunda perna. Na 15ª volta, Barrichello passou por  Firman, na freada da curva Stowe;  na 16ª, ultrapassou Ralf  Schumacher, na saída da Abbey, para assumir a 7ª posição; na 36ª, na freada da Stowe, superou Olivier Panis e chegou ao terceiro lugar.

Mas a ultrapassagem mais sensacional e considerada pelo piloto uma das mais difíceis que já tinha feito, foi na 42ª volta, sobre Kimi Raikkonen, de novo. O finlandês liderava a prova e o brasileiro estava em segundo. Os dois saíram da curva Abbey quase juntos, emparelharam-se na curva seguinte, a Bridge, e com mais tração, a Ferrari saiu um pouco à frente. Pouco mais adiante, Barrichello tomou a curva Priory por fora e não deu chance de defesa a Raikkonen. O brasileiro assumiu a liderança e não perdeu mais até completar as 60 voltas da corrida.

O outro grande momento foi a vitória em Suzuka, que confirmou os títulos de campeão de Schumacher e da Ferrari. Mais do que a bandeira quadriculada, devem ter agradado a Rubens Barrichello a festa da equipe na mureta; os abraços de Schumacher e Jean Todt e as declarações de amor da Ferrari.  O feito parecia ter garantido a permanência do piloto na equipe para além de 2004.

O brasileiro realmente teve uma boa temporada nesse ano, com duas vitórias (China e Itália), 12 pódios (EUA, Mônaco, Inglaterra, Bahrein, Austrália, Brasil, Canadá, Europa, Espanha, Hungria, Bélgica e França), 4 poles e 4 voltas mais rápidas, mas continuou à sombra de Michael Schumacher e acabou vice-campeão. No GP da China, no dia 26 de setembro, Barrichello subiu pela última vez no lugar mais alto do pódio; foi a sua última vitória na Fórmula 1, até 2011.

E o vice-campeonato era o máximo que o piloto brasileiro poderia almejar, enquanto estivesse ao lado de Michael Schumacher. A escuderia deixava sempre claro que ele era o segundo piloto e deveria trabalhar para ajudar o alemão a ganhar o título. Em entrevista à TV Globo, Barrichello disse ter-se cansado de ser o número 2 e a decisão de deixar a equipe veio depois do GP dos Estados Unidos, no dia 19 de junho de 2005.

“Meu maior desanimo veio quando, via rádio, foi pedido que eu diminuísse o ritmo a fim de que Michael  pudesse se aproximar e me passar. Depois disso, eu sabia que era a minha hora de sair. Aquela corrida em Indianápolis foi crucial”.

No dia 30 de julho de 2005, Barrichello assinou contrato com a equipe BAR (que viria ser a Honda-BAR), para dirigir um dos seus carros na temporada seguinte e ao deixar a Ferrari, fez declarações conciliatórias sobre os tempos de Ferrari:

“Pilotei seis duros e longos anos pela Ferrari e sou muito grato a eles, pois a equipe me ajudou a conquistar os dois vice-campeonatos, as nove vitórias, os 25 segundos lugares e os 21 terceiros lugares, sem contar as poles e as voltas mais rápidas e os cinco títulos de construtores que ajudei, e muito, a conquistar. Aprendi muito com eles e com Schumacher e saio da Ferrari muito ansioso pelo futuro..”

Alguns anos depois, em 2008, as palavras já não eram tão amistosas. Disse que até suas declarações eram controlada pela Ferrari e que sempre teve o mesmo carro que Schumacher, mas normalmente “não podia fazer o que queria”. Barrichello chegou a revelar que, nos Estados Unidos, foi ameaçado de ter seu contrato revisto, isto é, desfeito, caso não deixasse Michael Schumacher passar. Na sua última temporada na Ferrari, Rubens Barrichello foi apenas o oitavo colocado, com 38 pontos.  Michael Schumacher foi terceiro, com apenas 62 pontos, contra 112 de Kimi Raikkonen, e 133 de Fernando Alonso.

Apesar de bem recebido na nova equipe (Button até lhe cedeu o 11, número do kart com que obteve sua primeira vitória), por falta de adaptação ao carro, o piloto brasileiro não teve bom desempenho na primeira temporada e terminou o campeonato de 2006 em sétimo lugar, com 30 pontos, enquanto Jenson Button ocupava a sexta posição, com 56.

Os melhores resultados de Barrichello na temporada foram dois 4ºs lugares, em Mônaco e na Hungria. Nas demais corridas foi, pela ordem: Bahrein, 15º; Malásia, 10º; Austrália, 7º; San Marino, 10º; Nurburgring (GP da Europa),  5º; Espanha, 7º; Inglaterra, 10º; Estados Unidos, 6º; Turquia, 8º; Itália e China, 6º; Japão.12º, e Brasil, 7º. Não terminou as provas do Canadá, França e Alemanha.

Na primeira corrida, no Bahrein, Barrichello _ que se dizia como uma criança que ganhou um brinquedinho novo _  saiu num promissor 6º lugar, mas teve um final frustrante. Na segunda volta, foi ultrapassado por Button; deu o troco, duas voltas depois foi superado, de novo, pelo companheiro. Na metade da prova ficou sem a 3ª marcha e só com muito esforço conseguiu terminar em 15º, à frente de apenas três adversários.

O GP da Malásia foi, para o brasileiro, “uma corrida para esquecer”. Começou perdendo 10 posições no grid, por causa da troca de motor, e largou da penúltima fila. Depois, quando parecia estar perto da zona de pontuação,  teve que pagar um drive-through, por excesso de velocidade na pit lane, segundo ele, por ainda não dominar os botões do volante e pensar que o limitador de velocidade estivesse ligado. Teve de contentar-se com o 10º lugar, enquanto o companheiro, Jenson Button, chegava em 3º, faturando o primeiro pódio da Honda.

Na Austrália, Barrichello, que largou na 17ª posição do grid, fez uma boa corrida de recuperação e seu esforço foi recompensado: herdou o 7º lugar de Jenson Button, que saiu na pole, mas teve o motor estourado a poucos metros da linha de chegada. Com os 2 pontos, entrou pela primeira vez na lista de classificação dos pilotos, em 12º lugar.

No GP de San Marino, o piloto brasileiro voltou a ter um resultado decepcionante, depois de um bom desempenho na etapa de classificação, quando conseguiu a 3ª posição no grid. Na largada, foi ultrapassado por Felipe Massa e Kimi Raikkonen. Depois, perdeu muito tempo no pit stop, por causa de um problema do bocal da mangueira de abastecimento, e chegou em 10º, de novo atrás de Button, que foi 7º.

No GP da Europa, em Nurburgring, Barrichello obteve o seu melhor resultado até então, um 5º lugar, somando 6 pontos e subindo para 9ª colocação na classificação do mundial de pilotos. Ele saiu da 4ª posição do grid, foi pressionado na largada por Jenson Button e Kimi Raikkonen, caiu para 7º, mas conseguiu recuperar duas posições, quando os adversários fizeram o pit stop.  Em Barcelona, no GP da Espanha, o brasileiro voltou a pontuar, com o 7º lugar, subindo mais um degrau na classificação. Como já havia acontecido, em 2003, na Bélgica e no Brasil, Barrichello voltou a sofrer uma pane seca, pouco antes do primeiro pit stop. Segundo o piloto, ele teve de chegar ao box “no embalo”; perdeu 15 segundos e a 6ª posição para o companheiro Jenson Button. O consolo é que, depois de 6 etapas, só ele e Fernando Alonso tinham completado todas as corridas. Em Mônaco, mais uma vez ele largou no pelotão da frente, na 5ª posição, chegou a estar em 3º, mas teve de cumprir punição por excesso de velocidade na pit lane e terminou em 4º. Ele votou a se atrapalhar com os botões do volante e achou que o limitador de velocidade estivesse ligado. Não estava.

No Canadá, numa corrida acidentada, em que 7 carros tiveram que deixar a pista logo na primeira curva, depois de um choque na primeira curva, e só 9 carros completaram o percurso, Rubens Barrichello não manteve a posição de largada, caindo do 4º para o 6º lugar. Ainda assim, manteve o 8º lugar na classificação geral, com 13 pontos. Na França e na Alemanha, ele abandonou por problemas no motor e só voltou a pontuar na Hungria, onde deixou escapar uma boa oportunidade de pódio, por fazer uma escolha errada de pneus. Largou na 3ª posição e, enquanto os adversários usavam pneus intermediários, apostando na volta da chuva ele continuou com os de pista molhada e perdeu uma posição ao ter que parar para a troca, na 5ª volta. Terminou em 4º e continuou em 8º no mundial de pilotos, com 21 pontos. Na Turquia, Barrichello largou da 13ª posição, foi jogado por Kubica para a brita, mas se recuperou, fez várias ultrapassagens e terminou em 8º. Nas quatro corridas finais, o brasileiro só não pontuou no Japão, onde foi 12º colocado, depois de largar em 8º, e terminou o campeonato em 7º lugar, com 30 pontos, 26 a menos do que o parceiro Jenson Button.

Se na Malásia, em 2006, Rubens Barrichello teve “uma corrida pra esquecer”, em 2007 teve “um ano pra não lembrar”. Pela primeira vez na sua carreira, não fez um ponto sequer durante todo o campeonato. Foi o 20º colocado na classificação final dos pilotos e dos que se colocaram depois dele, só Anthony Davidson disputou o campeonato inteiro. Já desde a primeira corrida, na Austrália, pode perceber que seu carro era lento demais e sem condições de competir com a maioria dos concorrentes. Largou na 16ª posição e fez uma corrida surpreendente, mas o máximo que conseguiu foi chegar em 11º, com um carro que era dois segundos mais lento do que o de Felipe Massa, 6º colocado. O mau desempenho do carro da Honda continuou em Sepang, na Malásia. Barrichello largou em último, por ter trocado motor e, às duras penas, chegou em 11º. E numa prova de que o problema era mesmo o carro, não o piloto, seu companheiro Jenson Button, 15º grid, foi o 12º. Segundo o AutoMotor, depois da corrida, Barrichello declarou que parecia correr “com um paraquedas nas costas” .

O calvário do brasileiro se prolongou pela temporada inteira. Uma única vez durante o campeonato, com o 9º lugar no GP da Inglaterra, chegou perto da zona de pontuação, que ia até a 8ª colocação. Em Mônaco, saiu na 9ª posição, chegou a correr em 5º, mas acabou, mesmo, em 10º. Nas outras corridas esteve longe de pontuar, Foi 10º na Espanha e Itália: 11º, na França e Valência; 12º, no Canadá; 13º, no Bahrein e Bélgica; 15º, na China; 17º, na Turquia, e 18º (e último), na Hungria. Não completou as provas dos Estados Unidos e Brasil. O final da odisseia, em Interlagos, foi constrangedor. Em 11º lugar no grid, Barrichello queimou a largada; foi punido e estourou o motor na 40ª volta.

Em 2008, ainda sem um carro competitivo, Rubens Barrichello conseguiu pontuar em 3 corridas. Foi 6º, em Mônaco,  e 7º, no Canadá e voltou a sentir o gostinho de subir ao pódio, com o 3º lugar no GP da Inglaterra. No resto, repetiu os maus resultados da temporada anterior, sempre longe da zona de pontuação. Na primeira corrida, na Austrália, foi punido por fazer pit stop com os boxes fechados e depois desclassificado, por não respeitar a linha vermelha na saída dos boxes. Mais uma vez culpou os botões do volante: concentrando-se no ajuste de outras funções, não viu o farol. Nas outras provas, foi 13º, na Malásia; 11º, no Bahrein; 14º, na Turquia e na França; 16º, na Hungria e Valência; 17º, na Itália; 13º, no Japão; 11º, na China, e 15º, no Brasil.  Não completou as corridas da Espanha, Alemanha, Bélgica e Singapura. Com um total de 11 pontos, foi o 14º colocado entre os pilotos, (se serviu de consolo) 3 posições à frente de Button, que só fez 3 pontos e ficou no 18º lugar.

Na Malásia, Barrichello foi punido mais uma vez, por excesso de velocidade nos boxes. No Bahrein teve de cumprir drive-through por ter queimado a largada. Na Espanha, bateu bisonhamente com Fisichella na saída do primeiro pit stop, teve de voltar para trocar o bico, mas outros danos no carro o obrigaram a abandonar a corrida, na 34ª das 66 voltas. Em Istambul, o brasileiro bateu o recorde de participações na F1 (257, contra 256 de Ricardo Patrese), mas não pode comemorar como queria, pontuando; saiu na 12ª posição e chegou em 14º. Depois de 22 GPs sem marcar pontos, o jejum foi quebrado em Mônaco, onde Barrichello obteve o 6º lugar e os primeiros 2 pontos. No Canadá, ele teve até a esperança de subir ao pódio, liderando a prova entre as voltas 29 e 35, mas, gripado, com febre e um carro sem consistência, foi ultrapassado e terminou em 7º. Na Inglaterra, depois de três anos, voltou ao pódio, com um 3º lugar, superando a decepção com a 16ª posição no grid. Daí até o final do campeonato, Barrichello esteve sempre entre os últimos colocados (à exceção do GP da China, quando foi o 11º) ou foi obrigado a abandonar, culminando com o 14º lugar no Brasil, uma volta atrás do vencedor da corrida, Felipe Massa,  e do 5º colocado, Lewis Hamilton, o campeão do ano.

Pouco antes do início da temporada de 2009, um assunto dominou o noticiário sobre a Fórmula 1, a venda da Honda a Ross Brawn. O ex-mecânico, técnico em aerodinâmica e chefe de equipe, agora dono de uma construtora, mudou nome da escuderia para Brawn GP, mas manteve os dois pilotos, Rubens Barrichello e Jenson Button.

A 9 de março, 20 dias antes do início do campeonato, nos últimos treinos da pré-temporada, em Barcelona, o carro da nova equipe surpreendeu o mundo da velocidade. No BGP 001, com inovador difusor duplo, um canal extra na traseira do carro, que aumentava o fluxo de ar, gerando maior carga aerodinâmica, Jenson Button e Rubens Barrichello foram mais de dois segundos mais rápidos que os demais carros na pista. E deram uma amostra do que iria acontecer no resto do ano; Button conquistou o título e Barrichello, depois de várias temporadas, voltou várias vezes ao pódio e foi o terceiro entre os pilotos.

Em Melbourne, Button e Barrichello dominaram os treinos de classificação, fazendo dobradinha na primeira linha do grid. Button largou bem e ganhou de ponta a ponta, mas Barrichello não teve o mesmo desempenho. Na largada, de novo se atrapalhou com os botões do volante; apertou o botão anti-stall, que protege o motor e acabou em ponto morto. Reagiu a tempo, mas foi tocado por Kovalainen e tocou Webber e perder várias posições. Apesar de tudo isso, mesmo com o carro danificado, manteve bom ritmo e, a três voltas do final, correndo em 4º, foi premiado com o 2º lugar no pódio, quando Vettel, que corria em 2º, e Kubica, o 3º, foram de encontro ao muro.

Na corrida seguinte, na Malásia, punido com a perda de 5 posições no grid, por causa da troca de motor, Barrichello largou em 8º e estava em 5º, na volta 31, quando a prova foi suspensa definitivamente por causa de violenta chuva. Conforme o regulamento, assim como Button e os outros seis primeiros colocados, ganhou só metade da pontuação, mantendo o segundo lugar na classificação geral, com 10 pontos.

Em Xangai, sob chuva, saiu em 4º, na frente de Button, mas teve problemas com os freios na segunda parte da corrida e chegou na mesma posição, depois de fazer, na 42ª, a volta mais rápida, com 1m52s592, a 174,289 k/h, para os 5.451 metros da pista. No Bahrein, teve problemas com a asa dianteira nas voltas de classificação, largou em 6º; optou por três paradas e perdeu muito tempo para ultrapassar Nelsinho Piquet, chegando em 5º.

Na Espanha, o piloto brasileiro foi surpreendido pela mudança de estratégia da equipe durante a corrida, que previa três paradas para os dois pilotos. Button largou em 1º, seguido de Sebastian Vettel, mas Barrichello, que era 3º, passou os dois ainda na primeira curva, assumindo a liderança. Ele se alternou nessa posição com Felipe Massa e Jenson Button, mas se desconcentrou ao saber que o companheiro faria apenas duas paradas e ele ainda teria de voltar aos boxes mais uma vez. Visivelmente contrariado, chegou no 2º lugar, a 13s056 do companheiro, após fazer, na 28ª, a volta mais rápida da corrida: 1m22s762, a 202,484 km/h, para os 4.655 metros da pista.

Em Mônaco, saiu em 3º e ultrapassou Kimi Raikkonen, na curva Sainte Devote, mas seus pneus supermacios começaram a granular e ele não teve condições de brigar com Button, que saiu na pole e só deixou a liderança por uma volta, quando fez o primeiro pit stop. Ao completar a volta 47 da corrida, Barrichello bateu o recorde de 13.909 voltas na F1, que pertencia a Michael Schumacher, mas, embora mantendo a segunda colocação, teve aumentada a distância para Jenson Button no mundial de piloto: 51 a 35 pontos.

Na Turquia, Barrichello amargou seu primeiro abandono na temporada. Saindo em 3º, no grid, voltou a errar o manejo dos botões do volante na largada, acionando o anti-stall, não conseguiu recuperar as perdidas, rodou ao tentar uma ultrapassagem e, na 47ª das 56 voltas, teve de desistir, devido, outra vez, a um problema de câmbio.

Na Inglaterra, pela primeira vez no ano, Barrichello largou (2º contra 6º) e chegou à frente (3º contra 6º) do companheiro Jenson Button e se conformou com a colocação, admitindo ser o máximo que poderia conseguir diante dos carros da Red Bull _ Vettel, em 1º; Webber, em 2º.

Em Nurburgring, no GP da Alemanha, mais uma vez o piloto brasileiro foi vitima da Red Bull, além de um erro de estratégia da equipe. Ele saiu na 2ª posição do grid, assumiu a ponta na primeira curva e esteve na liderança em duas ocasiões (a primeira até a 14ª volta e a segunda da 25ª à 31ª), mas obrigado a fazer três paradas, acabou caindo para o 6º lugar. E, pior que isso, foi ultrapassado por Vettel e Webber, despencando para 0 4º lugar no mundial dos pilotos.

Na Hungria, duas decepções. A menos dolorosa, pelo 10º lugar, resultado de problemas com os pneus e a aerodinâmica. A outra, por ter involuntariamente provocado o acidente que tirou Felipe Massa das pistas por quase um ano. Uma mola que se desprendeu do carro dele atingiu o amigo, provocando ferimento e acidente que por pouco não foram fatais.

Mas, se não há nada como um dia depois do outro ou se depois da tempestade vem a bonança, para Rubens Barrichello ela veio logo na corrida seguinte, no GP da Europa, em Valência. Depois de cinco anos, desde o GP da China de 2004, ele ganhou o seu 10º Grande Prêmio, em 17 anos de carreira, o 100º conquistado por um brasileiro (14 de Emerson; 1 de Pace; 23 de Piquet; 41 de Senna; 11 de Massa e os 10 dele).  Foi uma corrida bem planejada e perfeitamente executada. O brasileiro saiu na 3ª posição do grid, com carro 9 quilos mais leve que os dos adversários da McLaren, e esperou o momento certo para dar o bote. Quando Lewis Hamilton parou, na 36ª volta, ele aproveitou para fazer três voltas bem rápidas, ganhou boa vantagem sobre o inglês e, após o pit stop, na 40º volta, manteve a liderança até o fim. Ao voltar aos boxes, foi recebido com aplausos por integrantes de todas as equipes e as manifestações se repetiram nos fundos dos boxes de Valência, quando ele se encaminhava para o motorhome da Brawn.

Em Spa-Francorchamps, pela terceira vez no ano, Barrichello se confundiu com os botões, apertou o anti-stall e o carro morreu no grid. Ele caiu para o último lugar, mas, fez só um pit stop, não parou na entrada do safety car e, aproveitando-se das paradas dos adversários, assumiu e manteve o 7º lugar, mesmo com um vazamento de óleo, nas últimas três voltas.

Barrichello voltou ao ponto mais alto do pódio em Monza, com uma corrida impecável, que o colocou de novo na disputa pelo título. Numa decisão arrojada, o piloto não quis trocar o câmbio que sofrera uma fissura na largada em Spa, para não perder posições no grid, e fez o Q3 com tanque cheio, para fazer uma só parada na corrida. Largou da 5ª posição e, depois de ultrapassar Kovalainen e assumir o 4º lugar, aproveitou-se da segunda parada de Sutil, Hamilton e Raikkonen, assumiu pela segunda vez a liderança na 38ª volta e não perdeu mais.

Em Singapura, Barrichello teve, finalmente, de trocar o câmbio, perdeu 5 posições no grid, mas saiu da 9ª _ porque Nick Heidfeld largou da pit lane _  e chegou em 6º.  No Japão, classificou-se em 5º, porém foi punido por excesso de velocidade com bandeira amarela, no final da Q2, depois de acidente com Sebastian Buemi, e largou da 10ª posição. Corria em 5º, com Jenson em 6º, posições que garantiriam à Brawn o título dos construtores, não fosse a entrada do safety-car, que os fizeram terminar em 7º e 8º, respectivamente.

Restando duas corridas e com uma diferença de 14 pontos em relação a Button (85 a 71), Rubens Barrichello chegou ao GP do Brasil com possibilidade, ainda que remota, de conquistar o título de campeão. O resultado da etapa de classificação reforçou a esperança do brasileiro. No sábado, sob muita chuva, obteve a pole position, enquanto Button e Vettel seus rivais diretos, foram o 14º e o 16º, respectivamente. Na corrida, porém, a sorte não ajudou. Na pista seca, perdeu terreno e, depois da primeira bateria de pit stop, lutava para manter o 3º lugar, quando o estouro de um pneu o obrigou a uma parada extra e a queda para o 8º lugar. Não só viu Jenson Button, que chegou em 5º, garantir o título como Vettel, 4º, tomar o 2º lugar do campeonato.

Em Abu Dhabi, na última prova da temporada, numa corrida sem nenhuma emoção, o brasileiro saiu em chegou em 4º, sem poder lutar para recuperar a vice-liderança, ratificada por Sebastian Vettel, o vencedor.

E foi como 3º colocado, com 77 pontos (contra 95 de Button e 84 de Vettel), que no dia seguinte, 2 de novembro de 2009, Rubens Barrichello foi anunciado como primeiro piloto da Williams, para disputar, em 2010, a sua 18ª temporada da Fórmula 1.

Embora tenha chegado na zona de pontuação em 60% das corridas, Barrichello nunca esteve entre os primeiros, ficando entre o gripo intermediário e o limite da pontuação, e terminou o campeonato no 10º lugar, com 47 pontos, como sempre, atrás de Michael Schumacher, o 9º, com 72 pontos.

N primeira prova, no Bahrein, saiu em 11º e chegou em 10º. Na Austrália, melhorou  aposição no grid, saindo em 8º, mas não progrediu na pista e terminou na mesma colocação. Na Malásia, saiu da 7ª posição, mas chegou no 12º lugar, mesma colocação obtida na China, onde foi 11º no grid. Na Espanha, fez uma boa corrida de recuperação, chegando em 9º, depois de ter largado da 17ª posição. Em Mônaco, classificou-se em 9º, pulou para o 6º lugar na primeira curva, mas perdeu terreno quando fez o pit stop e teve de abandonar quando tentava recuperar posições. Na 30ª volta, perdeu o controle do carro, bateu três vezes no guard rail e numa delas uma tampa de bueiro quebrou a suspensão do carro.  Na Turquia, ele saiu na 15ª posição; caiu para a 20ª na largada; perdeu tempo no pit stop e acabou no 14º lugar, colocação igual à obtida na corrida seguinte, no Canadá, onde teve de fazer uma parada extra, por ter sido tocado por Jaime Alguersuari. No GP da Europa e no GP da Inglaterra esboçou uma reação que parecia levá-lo a melhores colocações na classificação geral. Em Valência, com inovações no F-Duto, escapando de punição que atingiu 10 pilotos, por infração durante a presença do carro de segurança na pista, Rubens Barrichello teve o seu melhor desempenho da temporada, largando da 9ª posição e chegando na 4ª colocação. Com os 5 pontos obtidos, totalizou 626 pontos, tornando-se o 4º piloto com a 4ª maior pontuação na história da F1, superando inclusive Ayrton Senna, que totalizou 614 pontos. Em Silverstone, o piloto brasileiro, usando todo o seu conhecimento do circuito e a experiência, largou em 8º e chegou na 5ª colocação, saltando de 19 para 29 pontos, mas permanecendo na 11ª colocação na classificação geral.

A ascensão foi passageira e já na corrida seguinte Barrichello voltou ao pelotão intermediário: terminou a corrida da Alemanha no 12º lugar; foi 10º na Hungria e na Bélgica, onde comemorava seu 300º GP, abandonou logo na largada, depois de chocar-se com Fernando Alonso.

Em Monza, Barrichello voltou à Q3, conseguindo o 10º lugar no grid, e manteve a posição na corrida, marcando mais um valioso ponto para a equipe. Em Singapura, depois de uma surpreendente 6ª posição no grid e de perder posições para Robert Kubica e Nico Rosberg, na largada, fez uma corrida sólida para chegar também em 6º lugar. No Japão, Barrichello voltou a surpreender, com a 7ª posição no grid, porém nas últimas voltas, segundo ele por perda de downforce, foi superado por Kamui Kobayashi e Nick Heidfeld, da Sauber, e terminou em 9º.  Cena mais ou menos igual aconteceu na Coreia. Saiu em 10º, ganhou posições, mas no final foi ultrapassado por Robert Kubica e Vitantonio Liuzzi e chegou em 7º.  Nas duas últimas provas da temporada, no Brasil e em Abu Dhabi, voltou a ficar fora da zona de pontuação, apesar da boa classificação em ambas as corridas. Em Interlagos, largou da 6ª posição, demorou no pit stop e na volta à pista teve um pneu furado num choque com Jaime Alguersuari, caindo para o 14º lugar. No circuito de  Yas Marina, classificou-se em 7º e manteve a posição até a entrada dos safety car, por causa de um choque entre Michael Schumacher e Vitantonio Liuzzi. Quando os boxes foram reabertos, vários pilotos fizeram o pit stop e, sem precisarem parar de novo, o jogaram para o 12º lugar.

Apesar de o desempenho do piloto não ter sido o esperado, a classificação da equipe em 6º lugar entre os construtores foi o suficiente para que, no dia 15 de novembro, um dia depois de encerrado o campeonato, a Williams confirmasse a prorrogação do contrato de Rubens Barrichello para a temporada de 2011.

Mas na pista os resultados não corresponderam às expectativas tanto da equipe quanto o próprio piloto. Rubens Barrichello fez a sua segunda pior temporada na Fórmula 1. Com apenas 4 pontos, resultado de duas 9ªs colocações, em Mônaco e no Canadá, e a 17ª colocação, 2011 só foi melhor que 2007, quando não marcou nenhum ponto e foi o 20º colocado. Durante toda a temporada, nunca esteve entre os 10 primeiros do grid e a melhor posição foi a 11ª, na Turquia. Nas demais corridas, afora os dois resultados já citados, ficou sempre pelos menos dois pontos aquém da zona de pontuação: Austrália, 16º; Malásia, 22º; China, 13º; Turquia, 15º; Espanha, 17º; Valência, 12º; Inglaterra, 13º; Alemanha, 23º; Hungria, 13º; Bélgica, 16º; Itália, 12º; Singapura,13º; Japão, 17º; Coreia, 12º; India, 15º; Abu Dhabi, 12º, e Brasil, 14º. O único consolo é que o companheiro de equipe, Pastor Maldonado, foi pior ainda, ficando no 19º lugar, com apenas 1 ponto, graças ao 10º lugar na Bélgica.

Esse mau desempenho se justificou pelo fraco rendimento do FW33, com motor Cosworth, o carro da equipe, que apesar dos esforços dos pilotos, não se comportou conforme o esperado no início da temporada.

As coisas começaram mal na Austrália, onde Rubinho errou na etapa de classificação e largou na 17ª posição; envolveu-se em dois acidentes, tendo de pagar um drive-through por causa de um deles e, a dez voltas do final, foi obrigado a abandonar devido à quebra do câmbio. Na Malásia, sua corrida não durou mais do que 22 voltas. Ainda na 3ª volta, levou um toque, teve um pneu furado e depois de uma parada não programada, quando era o último colocado, deixou a pista com problemas hidráulicos no carro.

A expectativa do piloto de que a equipe faria ajustes no carro para as corridas seguintes não se confirmou e no GP da China, Barrichello teve nova frustração, não conseguindo ganhar mais de duas posições na pista: largou em 15º e chegou em 13º. Apesar disso, o brasileiro não perdeu o otimismo e confiava na recuperação no GP da Turquia, mas decepcionou-se de novo: fez uma etapa de classificação razoável, colocando-se na 11ª posição, porém, na pista, teve problemas com o carro e acabou no 15º lugar.

Na Espanha, Rubinho largou na 19ª posição; teve contratempos num pit-stop, não pode tirar proveito do KERS; andou sempre no pelotão intermediário e chegou em 17º, atrás do companheiro Pastor Maldonado, o 15º. Em Mônaco, comemorou a conquista dos dois primeiros pontos, com o 9º lugar, posição que herdou de Maldonado, envolvido numa colisão com Lewis Hamilton, a cinco voltas do final. No Canadá, após sair na 16ª posição, o brasileiro voltou a pontuar, outra vez  com o 9º lugar e poderia até ter feito um pouco mais, não tivesse sido obrigado a mudar a trajetória, parta não ser atingido por Kamui Kobayashi. Barrichello ficou satisfeito com o 12º lugar no GP da Europa, certo de que tinha tirado o máximo do seu carro, mas voltou a rotina de maus resultados na Inglaterra, onde foi 13º, e na Alemanha, onde saiu logo na 17ª volta, devido a problemas mecânicos. Na Hungria, depois de largar na 15ª posição e correr algum tempo no 11º lugar, por um erro de estratégia na troca de pneus, foi ultrapassado por Paul di Resta e Sebastien Buemi e terminou em 13º. Na Bélgica, não só acabou no 16º lugar, como teve a decepção de ser superado por Pastor Maldonado, o 10º colocado. Na Itália, teve a asa do carro danificada numa confusão envolvendo Vitantonio Liuzzi, Vitaly Petrov e Nico Rosberg e cruzou a linha de chegada em 12º, na frente apenas das equipes menores, Lotus, Virgin e Hispania.

Com a versão definitiva do FW33, Barrichello esperava conseguir resultados melhores a partir do GP de Singapura, mas frustrou-se mais uma vez. Na corrida noturna da cidade-estado, demorou para fazer a troca de pneus, não pode se defender do ataque dos adversários e acabou no 13º lugar.

Depois de, no Japão, evitar que o carro morresse na largada e de novo por má escolha dos pneus, Barrichello chegar em 17º, Barrichello fez na Coreia a sua melhor corrida no campeonato, embora não tenha pontuado. Fez uma ótima largada, pulando da 15ª para a 12ª posição; caiu para 16º, com a entrada do safety car, mas no final ultrapassou quatro carros e chegou em 12º.

Na índia, largou em 15º, teve o bico do carro quebrado na largada e chegou na mesma posição.

Em Abu Dhabi, voltou a fazer uma boa corrida. Saindo da última posição do grid, por causa da troca de motor, largou bem e manteve bom ritmo, desta vez com os pneus certos, porém tudo isso não foi suficiente para chegar à zona de pontuação; terminou em 12º.

No GP do Brasil, um novo erro estratégico impediu que Rubens Barrichello encerrasse a temporada com um bom resultado diante da sua torcida. Prevendo chuva, o piloto e os engenheiros acertaram o caro para pista molhada, com a primeira marcha mais longa. Com a pista seca, porém, o motor quase morreu na largada, o carro ficou lento e Rubinho, que largara da 14ª posição, caiu para o fim do pelotão e teve de fazer uma corrida de recuperação para chegar no 14º lugar.

Durante a semana que antecedeu a corrida em Interlagos comentou-se que essa poderia ser a despedida de Rubens Barrichello e Felipe Massa chegou a aconselhá-lo publicamente que deixasse a Fórmula 1. Após o GP, porém, o piloto se recusou a falar do assunto e mostrou que estava disposto a tudo para comemorar a sua 20ª temporada na principal categoria do automobilismo. Provavelmente, queria confirmar a resposta que deu à BBC, quando indagado sobre como gostaria de ser lembrado como piloto da F1:

“Como um homem persistente, que venceu no final”

 

 

Primeira vitória na Fórmula 1 :

 

 

 

Fazemos ajustes em macacões de Kart e Motociclismo

 

 

 

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