O novo rosto da moda

 

“Oi, meu nome é Madeline. Eu sou uma modelo. Tenho 18 anos e síndrome de down.”

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Assim a mais nova modelo se apresenta em seu site. A garota, que aparenta ser mais jovem do que a idade diz, desfilou no New York Fashion Week no último dia 13 e foi estrela de um dos palcos mais importantes do mundo da moda.

Quando era mais nova, passou por uma cirurgia no coração e os médicos disseram que ela tinha poucas chances de sobreviver. Hoje, faz esportes radicais e treina pesado. Há um ano, ela decidiu que seria modelo. Correu atrás, pegou firma na ginástica, entrou em forma e esse mês desfilou nas passarelas do NYFW.

 

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No começo, ela aparentou um pouco de timidez. Depois acabou se soltando mais e chegou até a cumprimentar o público e receber os aplausos ao lado do estilista.

Nova York foi só um pontapé inicial pra garota que já tem mais sete desfiles agendados só para 2016. E assim, aos poucos, ela vai fazendo o mundo mudar um pouco esse conceito de beleza.

“Por que estão expondo essa notícia pra mim?” Vocês devem estar se perguntando. Iremos responder… Estamos aqui, a fim de expormos essa notícia, porque nós mesmos começamos a repensar alguns conceitos da sociedade.

 

Estudo Pedagogia e uma das matérias que tenho na faculdade é a Educação Inclusiva. Muitas vezes a gente acha que incluir alguém, é só colocar a pessoa lá naquele ambiente “x”, mas não, inclusão é muito mais do que isso. Ela está ligada diretamente a todas as pessoas que não possuem as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Por isso, abrir uma porta pra uma dessas pessoas que muitos chamam “especiais” é tão importante. Dar uma chance a alguém é sempre de grande ajuda, quem sabe você não está dando aquele empurrãozinho inicial necessário para que a pessoa dê grandes passos? Como foi o caso da modelo.

 

Nós precisamos a começar a olhar a nossa volta com novos olhos. Ver naquela pessoa com alguma síndrome, ou qualquer deficiência que seja, um semelhante, já é um grande passo para que você se torne um ser humano melhor. Essa garota de 18 anos é só uma das milhares de garotas “diferentes” que gostariam de ser vistas, de ter uma chance, uma oportunidade, mas sempre passaram despercebidas.

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Vamos começar a olhar o mundo com um pouco mais de amor. Não é dinheiro, carro luxuoso, mansão ou bens materiais que trazem a felicidade plena, mas é o olhar de compaixão, é a empatia, é você ter a condição de estender a mão, e o fazer.

 

É isso meninas! O texto de hoje foi muito mais um desabafo do que um informativo, mas espero que gostem. 😉

 

Texto escrito pela apaixonada por blogs,  Bia Pinheiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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